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Governo de SP amplia plano de estiagem com foco em incêndiosv

Estado reforça monitoramento hídrico, amplia SP Sem Fogo e incorpora El Niño à gestão de riscos

O Governo de São Paulo apresentou um plano de contingência para enfrentar o período de estiagem de 2026, com medidas voltadas ao monitoramento dos recursos hídricos, prevenção de incêndios e preparação para os impactos do El Niño. O planejamento foi apresentado durante reunião extraordinária do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC) e reúne ações integradas entre diferentes órgãos estaduais.

Entre as principais mudanças está a adoção de um novo modelo de monitoramento hídrico, que passa a considerar uma série histórica de 15 anos, em substituição ao modelo baseado em dados a partir de 2021. O sistema também incorpora oficialmente fenômenos climáticos como El Niño e La Niña na matriz de risco operacional e inclui acompanhamento específico da curva de armazenamento do Sistema Cantareira.

Defesa Civil amplia prevenção durante a estiagem

Segundo a Defesa Civil, o Estado deve enfrentar um inverno marcado por tempo seco, frio intenso e elevado risco de incêndios em áreas de vegetação. A expectativa é de aumento gradual da umidade e das chuvas entre agosto e setembro em função da influência do El Niño, com maior impacto nas regiões Sul e Leste paulista, incluindo a Região Metropolitana de São Paulo, o Vale do Ribeira e áreas próximas à divisa com o Paraná.

“O inverno em São Paulo deve ser um dos mais intensos já registrados. Apesar do início da estação ser marcado por tempo seco e massas de ar frio, a tendência é de aumento da umidade e das chuvas nos próximos meses”, afirmou o meteorologista da Defesa Civil, William Mioto.

A Operação SP Sem Fogo foi ampliada e conta com adesão de 613 dos 645 municípios paulistas. O plano contempla gestão dos riscos de escassez hídrica, baixa umidade e incêndios entre junho e outubro, além do uso da chamada Muralha do Fogo, sistema que integra câmeras instaladas em rodovias ao centro estadual de monitoramento para identificação precoce de focos de incêndio.

Investimentos reforçam combate ao fogo

O Estado informou que mais de 3 mil agentes municipais foram treinados para atuar na operação e que produtores rurais de assentamentos receberam capacitação para auxiliar na supressão de incêndios em núcleos comunitários. A Fundação Florestal recebeu R$ 19,3 milhões para reforçar o patrulhamento em parques e unidades de conservação, com utilização de drones termais de longo alcance e atuação de 243 brigadistas temporários.

O pacote também prevê a entrega de 100 caminhões-pipa, 22 veículos com tração para operações em áreas de difícil acesso, centenas de kits manuais de combate ao fogo e recursos para custear horas de voo de aeronaves empregadas nas ações de combate aos incêndios.

Gestão hídrica ganha novo modelo de previsão

Na área de recursos hídricos, a SP Águas e a Arsesp apresentaram um modelo que amplia a capacidade de previsão dos efeitos de eventos climáticos extremos ao utilizar uma série hidrológica mais extensa. A medida busca aprimorar a antecipação de cenários críticos e fortalecer a segurança hídrica no Estado.

Segundo a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, o objetivo é tornar o planejamento mais preventivo e aumentar a previsibilidade da gestão dos recursos hídricos diante das mudanças climáticas. As novas ferramentas passam a integrar as estratégias estaduais para reduzir os impactos da estiagem e elevar a capacidade de resposta nos próximos ciclos climáticos.

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