Rota Bioceânica entra no foco do agronegócio em Ribeirão Preto
Agrotalk Business discutirá efeitos do corredor sobre logística, bioenergia e comércio com a Ásia
A Rota Bioceânica e seus possíveis efeitos sobre a competitividade do agronegócio estarão no centro do Agrotalk Business, marcado para o dia 15 de setembro, em Ribeirão Preto – SP. O encontro, promovido pela plataforma Agrotalk Meeting e organizado pela AGX Estratégias, reunirá representantes da bioenergia e do comércio internacional.
A proposta é discutir a integração entre regiões produtoras brasileiras, os portos do norte do Chile e os mercados asiáticos. O corredor pode criar uma alternativa logística para as exportações sul-americanas, com potencial para reduzir custos de transporte e ampliar os destinos de produtos do agronegócio, da mineração e da bioenergia.
Entre os participantes confirmados estão Charles Andrew Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Hugo Cagno Filho, presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP), e Selma Nunes, presidente da Câmara de Comércio Chile-Brasil.
Segundo Aryane Garcia, presidente da plataforma Agrotalk Meeting e CEO da AGX Estratégias de Comunicação, a discussão envolve não apenas infraestrutura, mas também a integração econômica entre os países ligados ao corredor.
“A Rota Bioceânica simboliza uma nova visão de integração regional. Mais do que reduzir distâncias, ela aproxima economias, fortalece cadeias produtivas e cria oportunidades para investimentos, inovação e desenvolvimento”, afirma.
Bioenergia e comércio exterior entram no debate
Hugo Cagno Filho levará ao encontro a perspectiva do setor de bioenergia. Diretor-executivo da Usina Vertente/Tereos e do Grupo Humus Agroterra, ele preside a UDOP desde 2022 e foi reconduzido ao cargo para o biênio 2026 a 2028. Também integra conselhos da UNICA, da Canaoeste e do Conselho do Agronegócio da Fiesp.
A relação comercial com a China será abordada por Charles Tang. Nascido em Xangai e formado em economia pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos, o executivo preside a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China e a Câmara Paraguai-China. Sua participação deverá tratar da conexão entre o novo corredor logístico e o acesso aos mercados asiáticos.
Selma Nunes completa o painel com a perspectiva chilena. Eleita neste ano presidente da Câmara de Comércio Chile-Brasil para o período de 2026 a 2029, ela atua na ampliação das relações empresariais entre os dois países. O Chile ocupa posição estratégica no projeto porque seus portos deverão funcionar como uma das saídas da produção sul-americana em direção à Ásia.
A programação também prevê discussões sobre mineração, infraestrutura, investimentos e comércio internacional. A intenção é analisar como esses setores poderão se conectar à medida que o corredor avance e novas alternativas de transporte e escoamento sejam incorporadas às cadeias produtivas.
Corredor pode ampliar alternativas para exportadores
Para o agronegócio, um dos pontos em discussão será a possibilidade de diversificação das rotas de exportação. A conexão terrestre com os portos chilenos pode oferecer uma alternativa aos corredores tradicionalmente utilizados pelo Brasil e aproximar determinadas regiões produtoras dos mercados asiáticos.
O encontro terá ainda exposição de máquinas agrícolas e aeronaves executivas, além de atividades voltadas ao relacionamento entre produtores rurais, executivos, representantes do poder público e entidades setoriais.
“Grandes transformações econômicas acontecem quando diferentes setores dialogam. Queremos continuar promovendo conexões que impulsionem negócios, fortaleçam parcerias e contribuam para o desenvolvimento econômico do Brasil e da América do Sul”, conclui Aryane.