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Produção de açúcar cai 4,8% no Centro-Sul em agosto

Maior direcionamento da cana para etanol reduz fabricação do adoçante

As usinas do Centro-Sul ampliaram a moagem de cana-de-açúcar na segunda metade de agosto, mas o maior volume processado não se traduziu em aumento na fabricação de açúcar. A produção do adoçante somou 3,72 milhões de toneladas no período, queda de 4,8% em relação à mesma quinzena de 2025.

Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária nesta quinta-feira (17) mostram que cerca de 52 milhões de toneladas de cana-de-açúcar foram processadas na quinzena, crescimento de 3,3% na comparação anual. Parte maior da matéria-prima foi destinada à fabricação de etanol.

No acumulado da safra 2026/27 até o fim de agosto, a moagem alcançou 413,55 milhões de toneladas, avanço de 2,2%. No mesmo intervalo, a produção de açúcar chegou a 23,95 milhões de toneladas, redução de 10,7% frente à temporada anterior.

Etanol ganha espaço no mix das usinas

A produção de etanol avançou 3,5% na segunda quinzena de agosto e atingiu 2,55 bilhões de litros. O hidratado respondeu por aproximadamente 1,6 bilhão de litros, crescimento de 6,7%, enquanto o anidro somou 924 milhões de litros, recuo de 1,7%. Os volumes consideram também a produção a partir do milho.

Desde o início da safra, em abril, a produção total de etanol no Centro-Sul chegou a 21,22 bilhões de litros, alta de 13,2% na comparação com igual período do ciclo anterior.

Vendas de etanol avançam 14,6%

O aumento da produção ocorre em um período de maior comercialização do biocombustível. Na segunda metade de agosto, as usinas do Centro-Sul venderam 1,89 bilhão de litros de etanol, crescimento de 14,6% sobre a mesma quinzena de 2025.

As vendas de hidratado às distribuidoras somaram 1 bilhão de litros, avanço de 13,6%. No mercado doméstico, as entregas de anidro chegaram a 598,2 milhões de litros, volume 13,5% superior ao registrado um ano antes.

As exportações também cresceram. Os embarques de etanol anidro alcançaram 48,5 milhões de litros, alta de 89,7%, enquanto as vendas externas de hidratado somaram 91,1 milhões de litros, crescimento de 30,3%.

Ao fim de agosto, os estoques físicos de etanol totalizavam 7,59 bilhões de litros, mais de 15% acima do volume registrado no mesmo período de 2025. Entre os estoques de hidratado, o aumento foi de 29,6%.

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