Excelência e dedicação ao associado!

  (16) 99710-6190      (16) 3511-3300        Rua Dr. Pio Dufles - 532 Sertãozinho | SP

Biocombustíveis podem adicionar R$ 403,2 bi ao PIB até 2035

Estudo aponta ganhos econômicos, ambientais e geração de empregos

Os biocombustíveis podem adicionar até R$ 403,2 bilhões ao Produto Interno Bruto do Brasil entre 2030 e 2035, segundo estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas, com apoio do Instituto Equilíbrio e da Agni. O levantamento avalia impactos socioeconômicos e ambientais de tecnologias do Plano ABC+ e reforça o papel da bioenergia na transição energética.

De acordo com o relatório, a produção estimada de 64 bilhões de litros, incluindo etanol de cana-de-açúcar, etanol de milho, etanol de segunda geração e biodiesel, sustenta esse potencial de crescimento. Os biocombustíveis são apontados como substitutos diretos de combustíveis fósseis, com efeitos relevantes em diversos setores da economia.

Segundo o pesquisador Cícero Lima, responsável pelo estudo, o retorno pode chegar a R$ 62 para cada R$ 1 investido. Ele afirma que a bioenergia se consolida como vetor de crescimento econômico, com impactos que se espalham por transportes, indústria de transformação, agropecuária e agroindústria. O avanço, no entanto, depende de crédito, financiamento e mecanismos de mitigação de riscos.

Expansão econômica e geração de empregos

O estudo indica que a expansão dos biocombustíveis pode tornar o setor até 70% maior. Esse movimento tende a impulsionar a produção de cana-de-açúcar em 31,34% e gerar 225,5 mil novos empregos. As vagas devem se concentrar principalmente na agropecuária e na agroindústria, com reflexos positivos também em comércio, serviços e economias regionais.

No campo ambiental, o potencial de redução de emissões chega a 27,6 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, considerando a substituição de combustíveis fósseis. O etanol de cana-de-açúcar pode reduzir entre 70% e 90% das emissões em comparação à gasolina.

O estudo também aponta ganhos no uso da terra. A expansão da bioenergia pode evitar o desmatamento de até 480 mil hectares, sobretudo no Cerrado e na Amazônia, ao ampliar a produtividade e otimizar áreas já disponíveis.

Para Eduardo Bastos, CEO do Instituto Equilíbrio, o Brasil reúne escala, tecnologia e base produtiva para liderar o avanço dos biocombustíveis. Ele destaca que o crescimento do setor demonstra a possibilidade de ampliar a produção agropecuária ao mesmo tempo em que se reduz a intensidade de carbono.

As tecnologias de baixo carbono, segundo o levantamento, permitem expandir a produção de alimentos e energia sem competição por área agrícola, reforçando a eficiência do uso da terra e o potencial estratégico do agro brasileiro.

Compartilhe este artigo:

LinkedIn
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *