Vem Ser aproxima jovens das tecnologias que chegam ao canavial
Alunos conhecem operação de drone usado pela Canaoeste em pulverizações
A evolução da tecnologia no campo foi o foco de mais uma atividade do Projeto Vem Ser, da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste). Recentemente, os alunos acompanharam uma demonstração do serviço de pulverização com drone oferecido pela associação, conhecendo de perto uma tecnologia já utilizada no atendimento aos produtores associados.
A visita foi conduzida por Guilherme Di Bianco, auxiliar de Geotecnologia da Canaoeste, que apresentou toda a estrutura utilizada nas operações e explicou as etapas que envolvem cada aplicação. Além de acompanhar o funcionamento do equipamento, os estudantes conheceram os procedimentos de preparo da calda, segurança operacional e logística que fazem parte do serviço.
Tecnologia além do voo
Durante a demonstração, Di Bianco apresentou toda a estrutura que acompanha a operação de pulverização. O sistema reúne um drone DJI T50, com capacidade para transportar 40 litros de calda por voo, um misturador de 200 litros para o preparo das soluções agrícolas, um gerador de energia a gasolina para recarga das baterias em campo e um veículo Hyundai HR, responsável pelo transporte de todo o conjunto.
O profissional também explicou como é realizado o preparo da calda. Os produtos são adicionados ao tanque misturador juntamente com a água e permanecem em agitação até que a mistura fique homogênea antes de ser transferida para o drone. Após cada operação, os equipamentos são higienizados antes de uma nova utilização, seguindo os protocolos de segurança adotados pela equipe.
“Quando falamos em pulverização com drone, muita gente imagina apenas o equipamento voando. Mas existe toda uma operação por trás, que envolve preparo correto da calda, logística, segurança, limpeza dos equipamentos e cuidados ambientais. Nosso objetivo foi mostrar aos alunos que tecnologia também significa responsabilidade e planejamento”, destacou.
Di Bianco também apresentou os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) utilizados nas operações. Explicou que os operadores utilizam macacões hidrorrepelentes, desenvolvidos para reduzir o contato com partículas durante o trabalho, e que, após o uso, essas vestimentas são encaminhadas para uma estação especializada em descontaminação antes de serem reutilizadas.
Vivência conecta teoria e realidade
Ao longo da demonstração, o coordenador do Projeto de Responsabilidade Social da Canaoeste, Haroldo Luís Beraldo, incentivou os alunos a refletirem sobre a evolução das operações agrícolas. Durante a apresentação do drone, perguntou como eles acreditavam que esse tipo de aplicação era realizado antes da chegada dessa tecnologia, estimulando a comparação entre os métodos tradicionais e as soluções que hoje fazem parte da agricultura de precisão.
Segundo Beraldo, proporcionar experiências em diferentes ambientes integra a proposta do Vem Ser. “Cada atividade amplia o repertório dos alunos. Já estivemos na indústria, no teatro e em diversos outros ambientes. Agora eles puderam conhecer de perto uma tecnologia aplicada diretamente no campo, entendendo que o agronegócio reúne inovação, conhecimento técnico e inúmeras possibilidades de atuação profissional”. O encontro também mostrou aos alunos como o uso de drones vem ganhando espaço nas operações agrícolas, especialmente em aplicações localizadas, nas quais a tecnologia contribui para ampliar a precisão dos trabalhos e otimizar o uso de insumos.
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