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Produtividade deve impulsionar safra 2026/27 a 628 milhões de toneladas, estima Pecege

Projeção indica TCH de 76,73 t por hectare e leve avanço de área no Centro-Sul

A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul deve somar 609,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume 1,99% inferior ao registrado em 2024/25. Para o ciclo 2026/27, a expectativa é de recuperação da produção, com potencial de atingir 628,6 milhões de toneladas, crescimento de 3,14%, segundo análise apresentada por Raphael DelloIagono, da Pecege Consultoria e Projetos, durante a Expedição Custos Cana, realizada no dia 25 de fevereiro, em Piracicaba – SP.

De acordo com o economista, o desempenho do ciclo atual ajuda a explicar o cenário projetado para o próximo ano. A ausência de chuvas em março de 2025, período decisivo na transição da entressafra, comprometeu o desenvolvimento vegetativo da cana-de-açúcar e pressionou a produtividade nos primeiros meses. A quebra acumulada chegou a ultrapassar 12% no início da colheita, mas foi sendo reduzida ao longo do período.

A estimativa é de que 2025/26 encerre com TCH de 74,58 toneladas por hectare, ante 77,78 toneladas na safra anterior. Para 2026/27, a projeção indica recuperação para 76,73 toneladas por hectare, avanço de 2,88%, sustentado por condições climáticas mais regulares e efeito moderado de rejuvenescimento do canavial.

Incremento de produtividade e área elevam potencial produtivo

A combinação entre ganho estimado de até 2,5 toneladas por hectare e expansão marginal da área colhida, prevista em 8,193 milhões de hectares, pode adicionar quase 18 milhões de toneladas ao volume total de cana em relação a 2025/26. A produção total de ATR deve alcançar 87,535 milhões de toneladas, com ATR médio projetado em 139,25 kg por tonelada, alta de 0,94%.

No direcionamento da matéria-prima, o etanol tende a ampliar participação para 51,63%, enquanto o açúcar deve representar 48,37% do mix produtivo. A produção estimada é de 40,34 milhões de toneladas de açúcar e 26,53 milhões de metros cúbicos de etanol de cana.

O cenário macroeconômico também compõe a projeção. A expectativa é de crescimento do PIB próximo de 1,7% em 2026, com redução gradual dos juros e inflação mais controlada, fatores que sustentam o consumo de combustíveis do ciclo Otto.

Mesmo com maior oferta, os preços devem apresentar ajuste. O ATR Consecana SP é estimado em R$ 1,0218 por kg, abaixo do patamar de 2025/26. O açúcar VHP pode ficar em torno de R$ 84,62 por saca de 50 kg e o cristal próximo de R$ 99,84. Segundo DelloIagono, a safra mais volumosa tende a favorecer a diluição de custos fixos, mas o resultado final dependerá do equilíbrio entre receita e despesas ao longo do ciclo.

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