RenovaBio sustenta expansão do etanol de milho, diz UNEM
Política amplia previsibilidade para investimentos e novas tecnologias
O avanço do etanol de milho no Brasil está relacionado à previsibilidade criada pelo RenovaBio e ao reconhecimento dos ganhos ambientais dos biocombustíveis. A avaliação é do presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho, Amaury Pekelman, que participou do Rio Innovation Week, no Rio de Janeiro.
Pekelman integrou o debate sobre os avanços e desafios da política nacional de biocombustíveis, promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. A discussão abordou a evolução do mercado de Créditos de Descarbonização, os CBIOs, a redução da intensidade de carbono e as perspectivas para o RenovaBio.
Segundo o executivo, a remuneração dos ganhos ambientais por meio dos CBIOs contribuiu para dar maior segurança aos investimentos e para a modernização das biorrefinarias.
“O RenovaBio deu ao setor uma perspectiva de longo prazo. Ao valorizar a eficiência ambiental, a política criou um ambiente favorável para investimentos em tecnologia, expansão da produção e melhoria contínua dos processos industriais”, afirmou.
Novas tecnologias avançam nas biorrefinarias
Entre as tecnologias em desenvolvimento no setor, Pekelman citou a captura e o armazenamento de carbono, a cogeração de energia e o aproveitamento integral do milho. A expectativa é que essas soluções permitam reduzir a intensidade de carbono da produção e elevar a competitividade dos biocombustíveis.
Para o presidente-executivo da UNEM, a incorporação dessas tecnologias deve continuar orientando os investimentos das empresas nos próximos anos.
“O etanol de milho nasceu inovador e continuará evoluindo. As novas tecnologias estão elevando o padrão de sustentabilidade das biorrefinarias e reforçando a contribuição do setor para uma economia de baixo carbono”, disse.
O debate também contou com a coordenadora-geral do Ministério de Minas e Energia, Rafaela Moreira, o gerente de Novos Biocombustíveis da Abiove, Tiago Quintela Giuliani, e o engenheiro ambiental da ANP José Carlos Aravéchia Júnior, que mediou o painel.
Na avaliação apresentada pela UNEM, a continuidade dos investimentos em novas tecnologias dependerá também da manutenção de um ambiente de previsibilidade para o RenovaBio, à medida que o setor amplia a produção e busca reduzir a intensidade de carbono das biorrefinarias.
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