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E35 e B25 avançam em estudos técnicos no âmbito do Combustível do Futuro

Projetos de pesquisa avaliam aumento da mistura de biocombustíveis

O avanço das discussões sobre o aumento da participação de biocombustíveis na matriz energética brasileira ganhou novos desdobramentos com iniciativas do governo federal e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Estudos em andamento avaliam a viabilidade técnica da elevação da mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel, conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro.

Durante a 10ª DATAGRO Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol, realizada em Ribeirão Preto – SP, nos dias 11 e 12 de março, representantes do Ministério de Minas e Energia apresentaram os próximos passos técnicos para eventual adoção da mistura E35, que prevê até 35% de etanol anidro na gasolina.

Segundo o diretor do Departamento de Biocombustíveis do ministério, Marlon Arraes, a avaliação será conduzida dentro da estrutura de governança estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética e pelo Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro. Um subcomitê técnico foi responsável por organizar os estudos necessários para analisar a viabilidade de misturas com teores mais elevados de biocombustíveis.

As análises incluem ensaios físico-químicos e mecânicos, definição de laboratórios participantes, logística de fornecimento de combustíveis e avaliação de desempenho em diferentes condições operacionais. Parte dos estudos será desenvolvida no âmbito do programa Política com Ciência, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Rede de pesquisa avalia misturas de etanol e biodiesel

A ANP aprovou diretrizes para sua participação institucional no projeto de pesquisa voltado à avaliação técnica do aumento das misturas de biocombustíveis. A iniciativa integra a Rede de Pesquisa Combustível do Futuro, composta por nove laboratórios e coordenada pelo Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da agência. O objetivo é gerar subsídios técnicos que orientem decisões futuras sobre a ampliação da presença de combustíveis renováveis nas misturas com derivados fósseis.

Os estudos envolvem tanto a análise da mistura E35 quanto da mistura B25, que prevê a presença de até 25% de biodiesel no diesel. O projeto conta com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, repassados por meio do CNPq, e tem vigência prevista até dezembro de 2027. O investimento destinado ao projeto conduzido pelo centro de pesquisas da agência soma cerca de R$ 9,9 milhões dentro de um conjunto de iniciativas que totalizam aproximadamente R$ 30 milhões.

Os resultados deverão subsidiar políticas públicas relacionadas à ampliação do uso de biocombustíveis no país. A legislação estabelece que eventuais aumentos nos percentuais de mistura precisam ser precedidos por estudos técnicos que comprovem a viabilidade e a segurança para motores, sistemas de abastecimento e infraestrutura de distribuição.

No caso do biodiesel, o percentual atualmente adotado é de 15% no diesel comercializado no país. A Lei do Combustível do Futuro prevê elevação gradual dessa mistura ao longo dos próximos anos, condicionada à realização de testes técnicos que validem os novos níveis de incorporação do biocombustível.

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