Case IH avança com máquinas a etanol e amplia testes no campo
Colhedora soma 600 h e trator supera 800 h em validação no setor
A Case IH apresentou na Agrishow 2026 novos resultados de sua estratégia de eletrificação parcial e uso de combustíveis renováveis, com foco em máquinas movidas a etanol. Os testes em campo avançam com a colhedora Austoft 9000 de uma linha e o trator Puma 230, ambos equipados com motor Ciclo Otto.
A colhedora de duas linhas, que serviu de base para o projeto, já acumula mais de 600 horas de operação e ultrapassa 20 mil toneladas de cana-de-açúcar colhidas em condições reais. Agora, a validação avança para o modelo de uma linha, mais difundido nas usinas do Centro-Sul.
Segundo a empresa, a nova fase busca avaliar desempenho operacional ao longo da safra, com foco em eficiência e confiabilidade em larga escala. O motor Cursor 13 Ciclo Otto também recebeu melhorias, incluindo sistema de pós-tratamento de emissões para atender às exigências da norma MAR-1 e antecipar requisitos da futura MAR-2.
O uso de etanol como combustível ganha espaço no setor sucroenergético por combinar redução de emissões com potencial de menor custo operacional. A disponibilidade do biocombustível nas próprias unidades produtoras também reduz riscos logísticos e aumenta a previsibilidade de abastecimento.
Trator amplia testes e diversifica aplicações
O trator Puma 230 a etanol já soma mais de 800 horas de operação em usinas, após testes em diferentes etapas do ciclo produtivo da cana-de-açúcar. No segundo semestre, a máquina será avaliada também no plantio de milho, ampliando o escopo de uso do motor Ciclo Otto no campo.
O modelo utiliza motor de seis cilindros e foi projetado para atender padrões futuros de emissões, alinhados à regulação MAR-2. A estratégia da fabricante é validar o desempenho em diferentes culturas e ambientes operacionais.
Além das máquinas agrícolas, a iniciativa inclui equipamentos da CASE Construction Equipment, que apresentou uma pá carregadeira 721E movida a etanol. O equipamento foi desenvolvido para operações com materiais de baixa densidade, como bagaço de cana, e deve iniciar testes de campo nos próximos meses.
Os motores Ciclo Otto, semelhantes aos utilizados em veículos leves flex, mantêm potência e robustez exigidas no campo, segundo a empresa. A expectativa é ampliar o portfólio com novas aplicações, incluindo colheitadeiras de grãos e pulverizadores, reforçando o uso de combustíveis renováveis na mecanização agrícola.
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