Excelência e dedicação ao associado!

  (16) 99710-6190      (16) 3511-3300        Rua Dr. Pio Dufles - 532 Sertãozinho | SP

Brasil amplia áreas mapeadas para projetos de captura de carbono

Novo estudo da EPE reforça planejamento energético e descarbonização

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), atualizou o mapeamento nacional de áreas com potencial para captura, transporte, utilização e armazenamento de carbono, conhecido pela sigla CCUS em inglês. O novo caderno técnico amplia a identificação de regiões aptas ao desenvolvimento dessas atividades e reforça o planejamento energético brasileiro voltado à transição energética e à redução das emissões de CO2.

A publicação traz revisões metodológicas e novos critérios de análise territorial para apoiar a formulação de políticas públicas e a estruturação de projetos de baixo carbono. O material também detalha desafios regionais e aspectos considerados estratégicos para o ordenamento das atividades ligadas ao armazenamento geológico de carbono no país.

Tecnologias ganham espaço na transição energética

As tecnologias de captura e armazenamento de carbono vêm sendo apontadas como uma alternativa para setores de difícil descarbonização, especialmente indústrias com elevada emissão de gases de efeito estufa. No cenário internacional, os investimentos em CCUS avançam como parte das estratégias climáticas de longo prazo e ganham espaço em políticas de neutralidade de carbono.

No Brasil, os estudos conduzidos pela EPE buscam integrar informações técnicas sobre potencial geológico e infraestrutura energética, permitindo avaliar áreas mais adequadas para implantação de projetos relacionados ao CO2. Segundo a estatal, o objetivo é ampliar a base de conhecimento para futuras decisões regulatórias e investimentos associados à economia de baixo carbono.

O caderno também destaca a importância do planejamento energético na construção de soluções capazes de conciliar segurança energética, competitividade industrial e metas ambientais. A iniciativa integra as ações do MME voltadas à transição energética e ao fortalecimento de tecnologias associadas à descarbonização da economia brasileira.

Potencial para indústria e bioenergia

O avanço das discussões sobre CCUS ocorre em um momento de pressão global por redução de emissões e expansão de combustíveis de menor intensidade de carbono. No Brasil, especialistas avaliam que setores como siderurgia, cimento, óleo e gás e bioenergia podem ser diretamente impactados pela evolução dessas tecnologias.

No segmento sucroenergético, o tema ganha relevância diante das discussões sobre etanol de baixa intensidade de carbono, biocombustíveis avançados e novas rotas de descarbonização industrial. O mapeamento de áreas para armazenamento de CO2 pode abrir espaço para projetos integrados envolvendo captura de carbono em plantas industriais e geração de créditos associados à redução de emissões. A nova edição do estudo “Captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) no Brasil: Contribuições para a seleção de áreas de interesse – Ciclo 2025” está disponível no portal da EPE.

Compartilhe este artigo:

LinkedIn
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *