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Etanol amplia vantagem sobre a gasolina após queda de preços

Biocombustível recua 2,3% em julho e reforça competitividade

O etanol hidratado foi o combustível que registrou a maior queda de preço em julho no Brasil, ampliando sua vantagem econômica frente à gasolina. Levantamento da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que o preço médio nacional caiu 2,3% no mês, para R$ 4,163 por litro. Com isso, o Indicador de Custo-Benefício Flex atingiu 66,7%, o menor patamar desde o início da série histórica, em janeiro de 2017.

Além do etanol, os preços do diesel comum (-2,1%), do diesel S-10 (-1,8%) e das gasolinas comum e aditivada também recuaram em julho. O GNV foi o único combustível a apresentar alta, de 4%, refletindo os reajustes registrados na cadeia do gás natural.

Regiões produtoras lideram preços mais baixos

Os menores preços médios do etanol foram registrados em Mato Grosso (R$ 3,847 por litro), São Paulo (R$ 3,870), Distrito Federal (R$ 4,073) e Mato Grosso do Sul (R$ 4,140). Todos ficaram abaixo da média nacional, evidenciando a maior competitividade do biocombustível nos estados produtores ou próximos aos principais polos de oferta do Centro-Oeste e Sudeste.

Na gasolina comum, o Distrito Federal apresentou o menor preço médio do país, seguido por Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo. No diesel S-10, os menores valores foram observados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Minas Gerais. Já o Paraná liderou o ranking do diesel comum mais barato.

Etanol é o único combustível em queda no ano

O indicador de custo-benefício abaixo da referência de 70% reforça a vantagem econômica do etanol para os veículos flex, principalmente nos estados produtores. Segundo o levantamento, o índice de 66,7% representa o menor resultado desde a criação do monitor, consolidando o biocombustível como a alternativa mais competitiva em boa parte do país. No acumulado de 2026, o etanol é o único combustível com queda de preços, de 7% até julho. No mesmo período, o diesel S-10 acumula alta de 13%, o diesel comum de 11,6%, a gasolina comum de 6,6%, a gasolina aditivada de 6,1% e o GNV de 4,3%. Na comparação com julho de 2025, o etanol também permanece mais barato, com recuo de 2,2%, enquanto os demais combustíveis seguem acima dos valores registrados há um ano.

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