FenaBio amplia debate sobre bioenergia e novos combustíveis
Evento discutirá biogás, SAF, etanol, bioeletricidade e investimentos na Fenasucro & Agrocana
A bioenergia ganhará espaço nas discussões da 32ª Fenasucro & Agrocana com a realização da segunda edição da FenaBio, marcada para os dias 12 e 13 de agosto, em Sertãozinho – SP. A conferência reunirá representantes da indústria, do mercado financeiro, da pesquisa e do setor produtivo para analisar os desafios e as oportunidades da transição energética, com foco na expansão dos biocombustíveis e em novas rotas para a descarbonização.
A programação abordará temas que vêm ganhando relevância na agenda do setor, como biogás, combustível sustentável de aviação (SAF), bioeletricidade, etanol, geopolítica, financiamento e mobilidade. A proposta é discutir como essas diferentes frentes podem ampliar a competitividade da bioenergia brasileira diante das mudanças no mercado global.
Biogás e novas oportunidades
O biogás será um dos principais destaques da conferência e contará com dois painéis. O primeiro reunirá Newton Duarte, da Cogen, e Rafael Gonzalez, da Necta, para discutir as perspectivas de expansão da produção e do consumo da fonte energética, além das condições necessárias para viabilizar novos projetos.
Na sequência, Yuri Schmitke, presidente-executivo da Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN), Erik Trench Alcântara Santos, da Ultragaz, e Lytton Medrado, da Bazico Tecnologia, debaterão o papel do biogás na transição energética e sua contribuição para o aproveitamento de resíduos e a redução da dependência de combustíveis fósseis.
SAF, biobunkers e mobilidade
O avanço dos combustíveis renováveis para diferentes modais de transporte também estará em pauta. Um dos painéis será dedicado ao SAF, reunindo José Magalhães Fernandes, presidente e CEO da Honeywell Technologies para a América Latina, e Gilberto Peralta, presidente da Airbus Brasil. A discussão abordará as rotas tecnológicas disponíveis, a estruturação da cadeia produtiva e o potencial brasileiro nesse mercado.
Outro debate tratará dos biobunkers, combustíveis renováveis destinados ao transporte marítimo. Participarão Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio, e Henrique Araujo, diretor de relações institucionais da Copersucar, discutindo inovação, segurança de abastecimento e perspectivas para esse segmento.
A conferência ainda reservará espaço para a mobilidade de baixa emissão, reunindo representantes da Stellantis e da BYD para avaliar como veículos híbridos flex, elétricos e os biocombustíveis podem coexistir na redução das emissões do transporte.
Etanol, energia e cenário internacional
A relação entre o etanol de cana e o etanol de milho será tema de um painel que reunirá André Rocha, da Associação dos Produtores de Açúcar e Etanol de Goiás, e Amaury Pekelmann, presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM). Entre os assuntos previstos estão logística, disponibilidade de matéria-prima, uso da terra, sazonalidade e complementaridade entre os dois modelos de produção.
A expansão da bioeletricidade também será debatida por representantes da UNICA, Siemens Energy, Ecogen Brasil e Tria Energia, com foco nos desafios para ampliar a geração e a participação dessa fonte na matriz elétrica brasileira.
Investimentos e geopolítica
O ambiente econômico e os reflexos do cenário internacional sobre o setor bioenergético completarão a programação. Marcos Fava Neves analisará os impactos das disputas comerciais, das cadeias globais de suprimento e das políticas de segurança energética sobre os biocombustíveis.
Já Joaquim Levy, diretor de Estratégia Econômica e Relações com o Mercado do Banco Safra, e Roberto Dumas Damas, estrategista econômico da Sicoob Cocred, discutirão financiamento, percepção de risco, atração de investimentos e competitividade dos projetos voltados à economia de baixo carbono.
Segundo Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, a proposta da FenaBio é aproximar diferentes segmentos envolvidos na transição energética para discutir soluções capazes de ganhar escala e atender às demandas do mercado. A expectativa é que os debates contribuam para apontar tendências e oportunidades de negócios em um momento de expansão das fontes renováveis e de crescente demanda por combustíveis de menor intensidade de carbono no Brasil e no exterior.
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