ProTerra reúne setor em SP para discutir certificação e rastreabilidade
Workshop abordou padrões globais e exigências de sustentabilidade
A Fundação ProTerra realizou, nesta terça-feira (24), em São Paulo – SP, um workshop com representantes do agronegócio para debater sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade nas cadeias produtivas. O encontro apresentou a estrutura do padrão ProTerra V5, aplicado globalmente, além de módulos voltados a pequenos produtores, alimentos e iniciativas de produção regenerativa.
A programação detalhou os dez princípios que orientam a certificação, com foco em gestão, direitos humanos, biodiversidade, uso da água, emissões e rastreabilidade. Também foram discutidas regras relacionadas a desmatamento, com marco de não conversão após 31 de dezembro de 2008 e critérios mais rigorosos para atendimento às exigências da União Europeia a partir de 2021.
Outro eixo central foi a cadeia de custódia, com modelos como identidade preservada, segregação e balanço de massa, além de critérios mínimos para materiais não certificados. A abordagem baseada em risco orienta auditorias e indicadores, considerando as especificidades de cada elo da cadeia, da produção ao processamento.
Participação da Canaoeste
A Canaoeste participou do encontro representada por Fábio de Camargo Soldera, gestor de sustentabilidade, e Gabriel Roque Perticarrari, analista de sustentabilidade.
Segundo Soldera, a atualização sobre padrões internacionais é estratégica para o setor. A evolução das certificações exige acompanhamento contínuo. A Canaoeste busca constantemente novas soluções para seus associados, garantindo a perenidade de seus negócios, alinhada às práticas de sustentabilidade, afirmou.
Perticarrari destacou o papel da associação na orientação técnica. “Esses encontros ampliam o entendimento sobre rastreabilidade e conformidade. Nosso trabalho é traduzir esses requisitos ao produtor, oferecendo suporte para adequação e manutenção das certificações”, disse.
Integração com exigências globais
O workshop também abordou a convergência com normas internacionais, como o regulamento europeu de desmatamento, reforçando a necessidade de due diligence própria das empresas. A ProTerra destacou ainda iniciativas de benchmarking com outras certificações, com o objetivo de reduzir custos de auditoria e ampliar a harmonização entre padrões.
A governança aberta da fundação e a participação em consultas públicas foram apontadas como instrumentos para aprimorar continuamente os critérios de certificação e fortalecer a credibilidade das cadeias agrícolas no mercado global.
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