Canaoeste abre safra 2026/27 com foco em custos e cenário climático
Evento em 24 de abril reúne especialistas e projeta desafios do ciclo
A Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) realiza, na sexta-feira (24), no Auditório Fernandes dos Reis, em Sertãozinho – SP, seu tradicional evento de Abertura de Safra, reunindo produtores e especialistas para discutir os principais vetores da safra 2026/27.
A programação contará com a participação do consultor do Pecege Consultoria e Projetos, João Rosa Botão, e de Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o Caio, da Canaplan, em painéis voltados à análise de custos, produção, clima, pragas e mercado, em um ambiente mais desafiador para o setor.
Segundo o diretor executivo da Canaoeste, Almir Torcato, o ciclo começou sob pressão e exige maior precisão na gestão. “A safra 2026/27 começou em um ambiente mais complexo, com custos elevados, maior volatilidade e necessidade de decisões mais assertivas no campo”, afirma.
Custos e eficiência entram no radar
Entre os pontos que devem ganhar destaque está o avanço dos custos operacionais na produção de cana-de-açúcar, tema recorrente nas análises do setor e que deve ser abordado durante o evento.
Levantamentos indicam que as operações já respondem por 52,7% do custo total na formação do canavial, superando os insumos. O desempenho operacional impacta diretamente a produtividade, com rendimento médio de 9,9 horas diárias de corte e 504,5 toneladas por máquina.
O custo da colheita pode atingir R$ 48,3 por tonelada, influenciado principalmente por diesel e manutenção. Esse componente segue pressionado pela instabilidade no mercado internacional de energia, em um contexto de conflitos geopolíticos que também afetam o custo de fertilizantes e outros insumos. Em operações mais eficientes, o ganho de horas trabalhadas permite reduzir o número de máquinas e diluir custos.
Clima, pragas e mercado ampliam incerteza
No campo mais amplo da safra, o cenário envolve variabilidade climática e desenvolvimento heterogêneo dos canaviais no Centro-Sul, além da pressão de pragas como broca, cigarrinha e Sphenophorus levis. Também entram na análise riscos como florescimento e isoporização, que podem afetar a qualidade da matéria-prima, além da definição do mix entre açúcar e etanol, sensível às oscilações de preços e à dinâmica do mercado, influenciada pelo ambiente internacional. A condução da safra tende a exigir maior precisão nas decisões de manejo e no planejamento da colheita, com impacto direto sobre produtividade e resultado industrial. A agenda do encontro inclui ainda a entrega simbólica do selo Bonsucro a 13 produtores associados, destacando práticas voltadas à sustentabilidade e à competitividade no campo.
Inscreva-se: https://forms.gle/Csy1KLk4iP7tRad99

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