Bioinsumos movimentam R$ 1,3 bilhão no início de 2026
Área tratada cresce 15% antes da safra 2026/27
O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou R$ 1,3 bilhão no primeiro quadrimestre de 2026, mantendo o ritmo de expansão observado nos últimos anos. Entre janeiro e abril, a área tratada com produtos biológicos alcançou 31 milhões de hectares, alta de 15% sobre os 27 milhões registrados no mesmo período de 2025. Os dados fazem parte de um levantamento inédito do CropData, plataforma de inteligência da CropLife Brasil (CLB), que apresenta um panorama do setor às vésperas da safra 2026/27.
Mesmo em um período tradicionalmente considerado de menor comercialização, o desempenho foi sustentado pela adoção crescente do manejo integrado de pragas e pela busca dos produtores por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis, combinando soluções biológicas e químicas.
Bioinseticidas puxam a expansão
Segundo o gerente-executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, os bioinseticidas lideraram o crescimento no início do ano. Mais de 40% desse mercado está concentrado no milho segunda safra, principalmente para o controle de cigarrinhas e lagartas.
“O crescimento neste período é um bom sinal, porque as vendas ainda acompanham o calendário de plantio das culturas. O que sustenta esse avanço é a busca do produtor por um manejo mais sustentável, integrando o biológico ao químico na lavoura”, afirma.
A sazonalidade continua determinando o comportamento das vendas. Biofungicidas, bionematicidas e inoculantes concentram sua comercialização entre junho e dezembro, acompanhando o plantio da soja. Já os bioinseticidas têm maior demanda entre novembro e fevereiro, impulsionados pelo milho safrinha, e voltam a ganhar força em setembro, com o início da nova safra de soja.
Novos registros ampliam oferta ao produtor
Além do avanço nas vendas, a indústria segue ampliando o portfólio de produtos disponíveis no mercado. No primeiro semestre de 2026, foram contabilizados 53 registros ativos de bioinsumos no Agrofit, sistema do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), segundo levantamento da consultoria Move Analytics.
Do total, 39 registros correspondem a agentes microbiológicos, oito a agentes macrobiológicos e seis a produtos bioquímicos. Para a diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari, o desempenho do setor reflete os investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento, que vêm ampliando a oferta de tecnologias para diferentes culturas e sistemas de produção.
Com o início da comercialização dos insumos voltados à soja e o avanço do calendário da safra 2026/27, a expectativa do setor é que os próximos levantamentos do CropData indiquem uma aceleração das vendas e da área tratada ao longo do segundo semestre.
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