Raízen conclui venda de operações na Argentina por US$ 1,42 bilhão
Negócio com a Mercuria inclui pagamento em caixa e assunção de dívida
A Raízen concluiu a venda de suas operações na Argentina para empresas controladas pela Mercuria Energy Group, em uma transação com valor econômico total de US$ 1,42 bilhão. O fechamento foi comunicado pela companhia nesta terça-feira (1º), após o cumprimento das condições previstas no acordo, incluindo as aprovações regulatórias.
A operação envolve a alienação dos ativos e participações societárias da Raízen no país para a Latam Downstream Holdings e a Silver Projects I. O valor da transação inclui uma parcela em dinheiro e a assunção, pelos compradores, do endividamento da Raízen Argentina.
O preço ainda está sujeito a ajustes pós-fechamento, que serão calculados a partir das demonstrações financeiras da operação. Por isso, o montante líquido que ficará efetivamente com a Raízen ainda será determinado.
Segundo a companhia, os recursos líquidos obtidos com a venda serão destinados à gestão de sua estrutura de capital. A empresa afirma que a operação integra a estratégia de otimização do portfólio de ativos, simplificação da estrutura operacional e concentração de investimentos em mercados considerados prioritários.
A conclusão ocorre quase três meses depois do anúncio do acordo. A Raízen havia informado ao mercado, em 4 de junho, a negociação para a saída das operações argentinas.
Ainda sobre o grupo
Em outro movimento envolvendo empresas ligadas ao grupo Cosan, a venda de parte da participação na Rumo entrou na fase de propostas vinculantes, segundo apuração do Estadão. Está em negociação uma fatia de aproximadamente 15% da companhia ferroviária, avaliada em cerca de R$ 5 bilhões.
De acordo com o jornal, Grupo México e Cofco estão entre os interessados nessa etapa. A Cofco teria apresentado proposta em conjunto com a Bunge. O Grupo Ultra deixou a disputa antes da fase vinculante, enquanto a Inpasa informou que não apresentou proposta vinculante.
A Cosan é acionista de referência da Rumo, com pouco mais de 20% do capital da companhia. A venda de uma fatia de aproximadamente 15% evitaria a necessidade de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA). A Rumo tem valor de mercado superior a R$ 24 bilhões e 75,6% de suas ações estão dispersas no mercado.
Segundo o Estadão, o Grupo México aparece como favorito na disputa. A Rumo opera uma das principais malhas ferroviárias de cargas do país, conectando regiões produtoras do agronegócio aos principais portos de exportação.
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