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Corteva concentra operação em proteção de cultivos após cisão

Companhia inicia nova fase com pipeline de US$ 11 bilhões e foco em inovação

A Corteva anunciou nesta quinta-feira (1º), durante o GAFFFF 2026, a conclusão da separação de seu negócio de sementes e genética avançada e passa a atuar exclusivamente em proteção de cultivos. A companhia inicia a nova estrutura com um pipeline avaliado em US$ 11 bilhões e prevê lançar 12 novos princípios ativos ao longo da próxima década, dos quais cinco serão biológicos.

A mudança concentra a operação em defensivos, produtos biológicos e novas tecnologias para o manejo agrícola. Atualmente, a Corteva possui cerca de 9 mil colaboradores e atende produtores em aproximadamente 110 países.

O movimento ocorre após um período de expansão do negócio de proteção de cultivos. Entre 2020 e 2025, a receita dessa área cresceu mais de US$ 1 bilhão, enquanto a margem de Ebitda operacional avançou aproximadamente 250 pontos-base.

Tecnologias diferenciadas ganham espaço

Parte da estratégia adotada nos últimos anos envolveu a ampliação da plataforma de produtos biológicos e naturais e uma mudança no mix comercial. As tecnologias consideradas diferenciadas pela companhia respondem atualmente por cerca de 65% das vendas de proteção de cultivos.

A expectativa é que pesquisa e desenvolvimento tenham papel central na próxima etapa. Além dos novos princípios ativos previstos para a próxima década, a estrutura inclui plataformas voltadas à descoberta de microrganismos, desenvolvimento integrado e segurança preditiva.

Segundo o CEO da Corteva, Luke Kissam, a separação permitirá à companhia operar com maior foco e agilidade diante das mudanças enfrentadas pela agricultura. “Estamos extremamente entusiasmados em avançar com maior foco, agilidade e um compromisso renovado com a inovação e a excelência operacional”, afirmou.

Vylor assume negócio de sementes

A operação de sementes e genética avançada passa a funcionar de forma independente sob o nome Vylor. A companhia iniciou suas atividades como empresa de capital aberto e informou ter um portfólio de tecnologias avaliado em US$ 19 bilhões, com 12 plataformas previstas para milho, soja e trigo na próxima década.

No milho, estão planejadas sete novas plataformas a partir de 2028. Uma delas busca elevar a produtividade e aumentar a estabilidade das lavouras. Em testes de campo realizados nas Américas, a tecnologia apresentou ganho médio de três bushels por acre, chegando a até dez bushels por acre em alguns casos.

Outra frente em desenvolvimento utiliza edição gênica para conferir resistência a múltiplas doenças no milho. A proposta é oferecer proteção contra diferentes enfermidades e, ao mesmo tempo, reduzir a complexidade do manejo.

Na soja, quatro plataformas estão previstas até 2035, incluindo uma tecnologia proprietária de nova geração direcionada à América Latina e voltada à ampliação do espectro de controle de insetos. Para o trigo, a empresa prevê lançar na América do Norte, no fim de 2027, o sistema Xpedite, utilizado no desenvolvimento de trigo híbrido. Segundo a companhia, pesquisas realizadas ao longo de vários anos indicaram maior estabilidade de rendimento diante de condições adversas, incluindo doenças e seca.

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