Excelência e dedicação ao associado!

  (16) 99710-6190      (16) 3511-3300        Rua Dr. Pio Dufles - 532 Sertãozinho | SP

Importações de fertilizantes caem 15,7% no Brasil até setembro

As importações brasileiras de fertilizantes somaram 28,5 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, queda de 15,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A retração ocorre em um cenário de preços internacionais elevados, demanda mais cautelosa e incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, que tem pressionado os custos logísticos e de matérias-primas.

Os dados constam da edição de outubro do relatório Agro Mensal, elaborado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. Segundo o levantamento, o mercado ainda incorpora aos preços os riscos geopolíticos, especialmente nos fertilizantes nitrogenados. O petróleo Brent permaneceu acima de US$ 100 por barril durante praticamente todo o período analisado, encarecendo os fretes internacionais.

A ureia foi o único dos principais fertilizantes acompanhados pelo banco a registrar valorização nos últimos 30 dias. O produto chegou a US$ 485 por tonelada na segunda metade de setembro, antes de recuar para US$ 470 por tonelada na condição CFR Brasil, que inclui custo e frete. Mesmo após a acomodação, a cotação acumulou alta de 3% em relação ao início do mês anterior.

A demanda brasileira, entretanto, permaneceu enfraquecida. As compras externas de ureia totalizaram 3,5 milhões de toneladas de janeiro a setembro, volume 21,5% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Fosfatados seguem pressionados pelos custos de produção

No segmento de fertilizantes fosfatados, os preços continuam elevados, apesar da recente acomodação. O fosfato monoamônico (MAP) foi negociado a US$ 830 por tonelada CFR Brasil, recuo de 1,2% em 30 dias. As importações de MAP e superfosfato simples (SSP) também apresentam retração no acumulado do ano.

Um dos principais fatores de pressão é o encarecimento das matérias-primas utilizadas na fabricação desses produtos. O enxofre importado alcançou US$ 1.161 por tonelada em setembro, valor mais de três vezes superior ao observado um ano antes. O aumento dos custos tende a manter restrita a produção nacional de fosfatados.

Os dados de programação de embarques também indicam menor volume de importações para outubro, em um mercado no qual os compradores demonstram resistência aos atuais patamares de preços.

Potássio recua com maior disponibilidade no mercado

O cloreto de potássio (KCl) apresentou comportamento diferente dos nitrogenados. A cotação caiu de US$ 375 para US$ 355 por tonelada CFR Brasil, redução de 5% no período analisado. O recuo reflete condições mais confortáveis de oferta internacional, sem interrupções relevantes na produção ou na logística.

Apesar da queda dos preços, as importações brasileiras de potássio também diminuíram. Entre janeiro e setembro, foram adquiridas 10,8 milhões de toneladas, volume 3,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Ainda assim, o produto apresentou a menor retração entre os principais fertilizantes avaliados.

Para o Itaú BBA, os números indicam que o Brasil deverá encerrar 2026 com entregas de fertilizantes abaixo das registradas no ano passado, sobretudo nos segmentos de nitrogenados e fosfatados.

Compartilhe este artigo:

LinkedIn
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *