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Aviação agrícola da Embraer recua enquanto companhia eleva projeções 

Fabricante faturou R$ 11,3 bilhões no trimestre e elevou projeções para 2026

A Embraer registrou receita de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, maior valor já alcançado pela companhia no período entre abril e junho. O resultado representa crescimento de 10% na comparação anual e levou a fabricante brasileira a elevar parte das projeções financeiras para este ano.

O desempenho foi acompanhado por EBIT ajustado de R$ 1,5 bilhão, com margem de 13,4%, e fluxo de caixa livre ajustado, sem considerar a Eve, de R$ 2 bilhões. O lucro líquido ajustado chegou a R$ 1,1 bilhão, ante R$ 890,3 milhões no segundo trimestre de 2025.

A companhia também entregou 65 aeronaves entre abril e junho, alta de 7% em um ano e o melhor resultado para o período dos últimos 16 anos. No primeiro semestre, foram 109 unidades, cerca de 20% acima das 91 entregues nos seis primeiros meses de 2025. A carteira de pedidos atingiu o recorde de US$ 34,5 bilhões.

Aviação agrícola tem menor volume de entregas

Na aviação agrícola, área que inclui o Ipanema, o balanço aponta redução no volume de aeronaves entregues no trimestre. O negócio aparece dentro do segmento denominado “Outros”, que reúne ainda as operações de cibersegurança Tempest, sistemas de trem de pouso e outras atividades.

A receita desse conjunto caiu 6% na comparação anual, de US$ 16 milhões para US$ 15 milhões. Segundo a Embraer, a redução ocorreu principalmente em razão do menor número de entregas na aviação agrícola. O balanço não detalha a quantidade de aeronaves agrícolas comercializadas no período.

O Ipanema ocupa uma posição particular no portfólio da fabricante por operar com etanol, aproximando a indústria aeronáutica da cadeia sucroenergética. Desenvolvida para operações agrícolas, a aeronave tornou-se uma das aplicações comerciais do biocombustível brasileiro fora do transporte rodoviário.

Embraer melhora projeções para 2026

Entre as principais áreas da companhia, Defesa e Segurança apresentou receita de R$ 1,5 bilhão, crescimento de 22% sobre o segundo trimestre de 2025. Aviação Executiva avançou 19%, para R$ 3,7 bilhões, enquanto Serviços e Suporte cresceu 11%, para R$ 2,9 bilhões. A Aviação Comercial faturou R$ 3,2 bilhões, queda de 2%.

Com os resultados do trimestre, a Embraer elevou a projeção de margem EBIT ajustada para 2026, que passou de uma faixa entre 8,7% e 9,3% para 10% a 10,6%. A estimativa para o fluxo de caixa livre ajustado, excluindo a Eve, subiu de pelo menos US$ 200 milhões para US$ 400 milhões ou mais. As metas operacionais foram mantidas. A fabricante prevê entregar entre 80 e 85 aviões comerciais e de 160 a 170 jatos executivos neste ano. A expectativa de receita também permanece entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões, enquanto a evolução das entregas no segundo semestre será determinante para o cumprimento dessas projeções.

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