Excelência e dedicação ao associado!

  (16) 99710-6190      (16) 3511-3300        Rua Dr. Pio Dufles - 532 Sertãozinho | SP

Etanol amplia sequência de quedas no mercado paulista

Demanda fraca e pressão de tancagem pressionam cotações

Os preços do etanol hidratado e do anidro seguiram em queda no mercado paulista e acumularam, respectivamente, a oitava e a sétima semanas consecutivas de recuo. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que, apesar da tentativa de usinas de sustentar os valores na última semana, a combinação entre demanda enfraquecida e necessidade de comercialização pressionou as cotações no mercado spot.

Segundo o Cepea, parte das unidades produtoras reduziu os preços de venda diante da necessidade de geração de caixa e da pressão sobre a capacidade de armazenagem. O movimento ocorreu em meio ao menor interesse de distribuidoras em novas aquisições, após compras consideradas suficientes na semana anterior.

Com isso, muitas distribuidoras permaneceram afastadas do mercado spot, concentrando-se apenas na retirada dos volumes já negociados anteriormente. A postura mais cautelosa limitou a liquidez e reforçou o ambiente de baixa para os biocombustíveis no estado de São Paulo.

Clima e gasolina no radar

Pesquisadores do Cepea avaliam que fatores climáticos podem oferecer suporte pontual aos preços nas próximas semanas. A previsão de chuvas para o final desta semana pode interromper temporariamente a moagem em algumas regiões produtoras do Centro-Sul, reduzindo a pressão de tancagem sobre as usinas.

Outro fator acompanhado pelo mercado é a possibilidade de reajuste nos preços da gasolina pela Petrobras. Segundo o Cepea, eventuais mudanças nos combustíveis fósseis podem contribuir para maior estabilidade no mercado de etanol, influenciando a competitividade nas bombas.

Açúcar tem mercado lento no início da safra

No mercado spot de açúcar, o ritmo de negociações também permaneceu reduzido na última semana. De acordo com o Cepea, a menor liquidez é característica do início da safra 2026/27, período em que compradores priorizam contratos já firmados e vendedores ajustam a estratégia comercial ao novo ciclo produtivo.

As negociações seguem concentradas no açúcar de coloração mais escura e de menor qualidade, enquanto a oferta do produto de melhor padrão continua restrita. Diante desse cenário, usinas têm resistido a aceitar preços mais baixos, o que limita o volume de negócios no mercado interno.

Ainda segundo o Centro de Pesquisas, uma recuperação mais consistente das cotações domésticas dependerá do cenário externo, principalmente de uma valorização mais firme do contrato nº 11 de açúcar negociado na ICE Futures, em Nova York.

Compartilhe este artigo:

LinkedIn
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *