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PIB cresce 1,1% no 1º trimestre e reforça atividade econômica

Agropecuária lidera expansão enquanto inflação segue monitorada

A divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2026 concentrou as atenções do mercado na última semana e confirmou a continuidade da expansão da economia brasileira. O indicador avançou 1,1% na comparação com o trimestre anterior, impulsionado principalmente pelo desempenho da agropecuária, da indústria e do consumo interno.

Pela ótica da demanda, a absorção doméstica cresceu 1,9%, refletindo a alta da formação bruta de capital fixo, que avançou 3,5%, além do aumento do consumo das famílias, de 1%, e do consumo do governo, de 0,4%. No setor externo, as exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações registraram crescimento de 4,4%.

Agro sustenta crescimento

Entre os setores produtivos, a agropecuária apresentou o melhor desempenho do trimestre, com expansão de 2%, consolidando-se como a principal contribuição para o avanço do PIB. A indústria cresceu 1%, enquanto os serviços registraram alta de 0,5%.

O resultado reforça a relevância do agronegócio para a economia brasileira em um momento de retomada dos investimentos e fortalecimento da demanda interna. O desempenho do campo ocorre em um contexto de recuperação de produtividade em diversas culturas e de maior dinamismo da cadeia exportadora.

Inflação e mercado de trabalho

Na agenda econômica, os indicadores de preços também permaneceram no radar. O IPCA-15 registrou alta de 0,62% em maio, acumulando avanço de 4,6% em 12 meses. A inflação de serviços acelerou para 0,48% no mês, influenciada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e dos serviços bancários.

Já o IGP-M apresentou variação de 0,84% em maio. Apesar da alta, o índice mostrou desaceleração em relação ao mês anterior, quando havia avançado 2,7%. O movimento foi influenciado pela redução das pressões nos preços ao produtor.

No mercado de trabalho, a taxa de desemprego recuou para 5,8% em abril, abaixo dos 6,6% registrados no mesmo período de 2025. A população ocupada atingiu 102,3 milhões de pessoas, enquanto o rendimento real habitual cresceu 5,3% na comparação anual, alcançando R$ 3.732.

Contas externas e geração de empregos

As contas externas registraram déficit de US$ 1,8 bilhão em transações correntes em abril. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo alcançou US$ 64,3 bilhões, equivalentes a 2,7% do PIB. Apesar disso, os investimentos diretos no país somaram US$ 8,9 bilhões no mês, elevando o acumulado em 12 meses para US$ 79,2 bilhões.

Outro destaque da semana foi a criação de 86 mil vagas formais de trabalho em abril, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O setor de serviços respondeu pela maior parte das contratações, com saldo positivo de 70 mil postos, seguido pela construção civil, com 24 mil vagas, e pela indústria, com 9 mil.

Os números reforçam um cenário de atividade econômica resiliente no início de 2026, sustentado pelo agronegócio, pelo consumo doméstico e pela recuperação gradual do mercado de trabalho.

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