Etanol e açúcar avançam no mercado paulista
Firmeza das usinas sustenta biocombustível, enquanto oferta restrita eleva cristal
Os preços do etanol mantiveram trajetória de alta no mercado paulista, apesar do baixo volume negociado entre usinas e distribuidoras. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Cepea, a valorização foi sustentada principalmente pela firmeza dos vendedores nas negociações.
Parte das unidades produtoras está em situação confortável de caixa e de armazenamento, o que reduz a necessidade de realizar vendas imediatas. Nesse cenário, as usinas têm preferido aguardar condições mais favoráveis de negociação e demonstrado pouca disposição para reduzir os valores pedidos.
Algumas unidades adotaram postura ainda mais cautelosa e permaneceram afastadas do mercado na última semana. Entre as distribuidoras, a necessidade de novas compras também foi limitada, contribuindo para manter reduzida a liquidez no período.
As empresas que precisaram recompor estoques, no entanto, encontraram poucas alternativas de preços. Diante da menor flexibilidade dos vendedores, tiveram de aceitar os valores apresentados pelas unidades produtoras, de acordo com o Cepea.
Açúcar cristal volta a superar R$ 100 por saca
No mercado de açúcar, as cotações do cristal branco também avançaram no mercado à vista do Estado de São Paulo. O Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal branco, com cor Icumsa de 130 a 180, voltou a fechar acima de R$ 100 por saca de 50 quilos nos últimos dias.
O patamar não era registrado desde meados de abril deste ano. Segundo o Cepea, os valores pedidos pelas usinas aumentaram diante da combinação entre oferta restrita no mercado paulista e valorização das cotações externas.
Do lado comprador, parte dos agentes reduziu o ritmo das aquisições diante dos preços mais elevados. A expectativa de uma possível acomodação das cotações levou compradores a adiar novas operações, enquanto as usinas mantiveram pedidos mais altos no mercado à vista.
Nas próximas negociações, a disponibilidade de produto e a disposição das usinas para realizar vendas devem continuar influenciando a formação dos preços do açúcar e do etanol no mercado paulista.
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