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Usina São Luiz lidera prêmio nacional de produtividade do IAC

Levantamento reuniu 226 unidades e alcançou 60% da área colhida no país

A Usina São Luiz, do Grupo Quagliato, localizada em Ourinhos – SP, conquistou o primeiro lugar nacional na quarta edição do Prêmio Produtividade com Modernidade, do Programa Cana IAC. Os resultados da safra 2025/26 foram apresentados nesta quarta-feira (9), em Ribeirão Preto – SP, após avaliação de 226 unidades produtoras de 16 estados.

A vencedora produziu 2,644 milhões de toneladas de cana e registrou TAH5 de 14,21, ILV de 10,30 e Índice IAC de Produtividade com Modernidade de 12,15. Na classificação nacional, a Usina Nova União, do Grupo Denusa, ficou na segunda posição, enquanto a Usina Santa Lúcia, do Grupo Santa Lucia, completou o pódio em terceiro lugar.

O levantamento abrangeu 5,3 milhões de hectares, equivalentes a 60% da área de cana colhida no Brasil. Para participar, as unidades precisavam produzir pelo menos 500 mil toneladas e apresentar Índice de Liberação Varietal inferior a 15 anos. A disputa foi dividida em 13 regiões, permitindo a comparação entre empresas submetidas a condições semelhantes de solo, clima e, principalmente, regime hídrico.

Modernização entra no cálculo da produtividade

A classificação não considera apenas o volume produzido. O Índice IAC de Produtividade com Modernidade, o IPM, combina o desempenho agrícola com a idade das variedades presentes nos canaviais. O cálculo utiliza o TAH5, que representa a média de toneladas de ATR por hectare nos cinco primeiros cortes, e o ILV, indicador relacionado à idade média das variedades cultivadas.

Na segunda colocação nacional, a Nova União registrou produção de 1,466 milhão de toneladas de cana, TAH5 de 13,44, ILV de 12,23 e IPM de 10,99. A terceira colocada, Santa Lúcia, produziu 1,330 milhão de toneladas, com TAH5 de 13,68, ILV de 13,74 e IPM de 10,93.

A edição também manteve uma característica observada desde o início da premiação. Nenhuma usina repetiu a liderança nacional. A Denusa venceu a primeira edição, seguida pela Alta Mogiana e pela Usina Uberaba. Agora, a São Luiz passou a integrar a relação de campeãs. Segundo Marcos Landell, diretor do IAC, a alternância mostra o esforço das unidades para ampliar a produção com investimentos em variedades mais recentes, tecnologias e manejo.

Disputa reúne diferentes regiões produtoras

Entre os vencedores regionais estão Porto Rico, do Grupo Tenório, em Alagoas, Petribu, do Grupo Petribu, no agrupamento Norte e Nordeste, Nova União, da Denusa, em Goiás e Tocantins, e Caarapó, da Raízen, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No Triângulo Mineiro, a vencedora foi a Usina Uberaba, do Grupo Balbo.

A Usina Passos, do Grupo Ipiranga, liderou a região que reúne parte de Minas Gerais, sul da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. No Paraná, venceu a Usina Jacarezinho, do Grupo Maringá. Em São Paulo, as líderes regionais foram Diana, do Grupo Santa Isabel, São Luiz, do Grupo Quagliato, Ferrari, do Grupo Ferrari, Santa Lúcia, do Grupo Santa Lucia, São Martinho, do Grupo São Martinho, e Potirendaba, da Cofco.

A seleção nacional ainda incluiu Santa Maria, do Grupo J Pilon, Nova América, do Grupo Nova América, Volta Grande, do Grupo Delta, e Cox, do Grupo Cox. Entre os dados apresentados, a Nova América teve o maior volume de cana entre essas unidades, com 3,490 milhões de toneladas, enquanto a Volta Grande registrou 3,614 milhões de toneladas e ILV de 13,93. No ranking geral, elas ficaram, respectivamente, em sexto e décimo lugares.

O grupo das 11 primeiras colocadas também contou com Diana, São Martinho, Uberaba e Ferrari. Ao reunir produtividade e renovação varietal em um mesmo indicador, o prêmio busca medir não apenas o desempenho atual dos canaviais, mas a incorporação de materiais mais recentes pelas unidades produtoras.

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