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Oferta restrita sustenta preços do açúcar nos Estados Unidos

Mercado mantém firmeza apesar da revisão da demanda e da alta dos estoques

O mercado de açúcar dos Estados Unidos segue com preços firmes, apesar das perspectivas de menor demanda e da revisão para cima das estimativas de estoques. A oferta limitada e a procura por contratos para os próximos anos têm sustentado as cotações. O cenário é apresentado no Relatório de Adoçantes da Sosland Publishing, em informações divulgadas pela Czarnikow (CZ), empresa global especializada em soluções para cadeias de suprimentos e negociação de commodities.

As negociações para 2027 ainda encontram resistência por parte dos vendedores, que têm limitado a disponibilidade de produto. Do lado dos compradores, a preocupação com os custos de importação favorece a busca por contratos que assegurem o abastecimento. Nesse ambiente, os preços permaneceram estáveis na última semana, sem sinais de enfraquecimento das cotações.

As perspectivas de consumo, por outro lado, continuam cercadas de incertezas. A inflação pressiona o orçamento das famílias americanas, enquanto o debate sobre os efeitos do açúcar adicionado à saúde influencia as decisões de compra. Apesar desse cenário, fornecedores registram consultas frequentes para entregas em 2027.

Os custos de combustíveis e transporte também interferem nas negociações, levando consumidores industriais a considerar novas opções de fornecimento. Ao mesmo tempo, as preocupações com a produção mundial de açúcar estimulam a antecipação de compras para reduzir os riscos associados às oscilações dos preços internacionais.

USDA revisa demanda e eleva projeção de estoques

Os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apresentados no levantamento divulgado pela CZ, apontam uma redução nas estimativas de entregas de açúcar para uso alimentar nas temporadas 2025/26 e 2026/27. No relatório World Agricultural Supply and Demand Estimates (WASDE), de 9 de outubro, a projeção foi ajustada para 12,392 milhões de toneladas curtas, cerca de 49 mil toneladas curtas abaixo da estimativa de setembro.

Em relação à oferta, o USDA elevou a previsão de disponibilidade total de açúcar em 2025/26 para 14,753 milhões de toneladas curtas, acréscimo de 149 mil toneladas curtas sobre o levantamento anterior. Mesmo com a revisão, o volume previsto permanece 178 mil toneladas curtas inferior ao registrado na temporada 2024/25.

Para 2026/27, a estimativa alcançou 14,387 milhões de toneladas curtas, aumento de 119 mil toneladas curtas em relação a setembro. Na comparação com a safra anterior, entretanto, a projeção indica redução de 366 mil toneladas curtas na disponibilidade do produto.

Os estoques finais previstos para 2026/27 foram elevados para 1,865 milhão de toneladas curtas, crescimento de 168 mil toneladas curtas, ou 10%, em relação à projeção anterior. Apesar do ajuste, o volume continua 16% abaixo do estimado para 2025/26.

A relação entre estoques finais e consumo passou de 13,5% para 14,9%, permanecendo inferior aos 17,8% projetados para a temporada anterior. Os números indicam uma recuperação dos estoques em relação ao levantamento de setembro, embora a disponibilidade prevista continue menor na comparação anual.

Colheita de beterraba avança abaixo da média histórica

A colheita de beterraba sacarina avançou nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, mas o ritmo dos trabalhos ainda está abaixo da média dos últimos cinco anos na maior parte dos estados acompanhados pelo USDA.

Até 11 de outubro, Minnesota havia colhido 35% da área, diante de uma média histórica de 37%. Em Dakota do Norte, o percentual chegou a 45%, superando a referência de 37% para o período. Idaho, por sua vez, registrava 23% da colheita concluída, ante uma média de 34%.

O atraso era mais expressivo em Michigan, com 16% da área colhida, frente aos 30% habituais, e no Colorado, onde o índice alcançava 29%, abaixo da média de 50%. Wyoming registrava avanço de 40%, ante 55% historicamente. Na Louisiana, a colheita atingiu 16%, acima da média de 13%.

No mercado de adoçantes derivados do milho, as negociações para contratos anuais de 2027 permanecem em andamento. As avaliações recentes do USDA sobre a oferta de milho têm fortalecido a posição dos compradores nas discussões sobre preços.

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