Excelência e dedicação ao associado!

  (16) 99710-6190      (16) 3511-3300        Rua Dr. Pio Dufles - 532 Sertãozinho | SP

Etanol entra no centro de debate comercial entre Brasil e EUA

Entidades do setor defendem tarifa brasileira e destacam papel ambiental do biocombustível

A discussão sobre o acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro voltou ao centro das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos após questionamentos apresentados pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Em posicionamento conjunto, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) e a Bioenergia Brasil afirmaram que a tarifa aplicada ao produto importado segue as regras da Tarifa Externa Comum do Mercosul e não representa uma medida direcionada especificamente aos Estados Unidos.

Segundo as entidades, a política tarifária adotada pelo Brasil está alinhada aos compromissos assumidos no bloco econômico e se aplica de forma uniforme aos países que não integram o Mercosul. O posicionamento ocorre em meio ao debate sobre barreiras comerciais envolvendo produtos agroindustriais entre as duas maiores economias das Américas.

Proteção ao açúcar entra na discussão

No documento, as associações também destacam que os Estados Unidos mantêm, há décadas, mecanismos de proteção ao mercado de açúcar por meio de tarifas elevadas e sistemas de cotas de importação. Na avaliação do setor, essas restrições limitam significativamente o acesso do produto brasileiro ao mercado norte-americano.

De acordo com a manifestação, o volume de açúcar exportado pelo Brasil aos Estados Unidos representa menos de 1% do total embarcado pelo país, resultado das limitações impostas pela política comercial norte-americana. As entidades defendem que a análise das relações bilaterais deve considerar o conjunto das barreiras existentes para diferentes produtos agrícolas e energéticos.

Biocombustível ganha relevância na transição energética

A UNICA e a Bioenergia Brasil ressaltam ainda que o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar é reconhecido internacionalmente por sua contribuição à descarbonização do transporte. O combustível renovável apresenta baixa intensidade de carbono e integra programas voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa em diversos mercados.

As entidades argumentam que o biocombustível brasileiro atende critérios de sustentabilidade auditáveis e está alinhado às estratégias globais de transição energética e segurança no abastecimento. O produto também tem ampliado sua participação em políticas públicas voltadas à redução da pegada de carbono do setor de transportes.

No posicionamento, as associações manifestam confiança de que o governo brasileiro continuará conduzindo as negociações comerciais por meio dos canais diplomáticos e institucionais. O entendimento é que eventuais divergências sejam tratadas por meio do diálogo, preservando a cooperação entre os dois países em temas relacionados aos biocombustíveis e à transição energética.

Compartilhe este artigo:

LinkedIn
Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *