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Cerradinho e Vivo vão ampliar cobertura 4G em 1,4 milhão de hectares

Projeto prevê 14 torres para conectar operações agrícolas e áreas rurais

A Cerradinho Bioenergia firmou parceria com a Vivo para instalar 14 torres de telecomunicações e ampliar a cobertura de internet móvel em suas áreas produtivas no interior de Goiás. O projeto tem potencial para atender mais de 1,4 milhão de hectares, com redes 4G e tecnologias voltadas à conexão de máquinas, sensores e equipamentos utilizados nas operações agrícolas e industriais.

A infraestrutura também poderá beneficiar propriedades rurais, empresas, escolas e unidades de saúde nos municípios de Chapadão do Céu, Aporé e Serranópolis, em Goiás, e Costa Rica, em Mato Grosso do Sul. A expansão permitirá o acesso à rede em localidades que ainda enfrentam limitações de conectividade.

O contrato de longo prazo prevê a utilização da infraestrutura para acompanhar veículos, máquinas agrícolas e frentes de colheita, além de integrar sistemas de automação e monitoramento industrial. A empresa pretende utilizar os dados coletados para melhorar o planejamento das atividades, reduzir falhas operacionais e ampliar a segurança das equipes.

Segundo Humberto Rodrigues de Oliveira, gerente de Tecnologia da Informação da CerradinhoBio, a iniciativa também deverá melhorar a comunicação entre os colaboradores e facilitar a integração das atividades realizadas em diferentes unidades.

“A implementação da tecnologia visa aprimorar a conectividade e otimizar as operações. Também é uma evolução significativa na experiência de comunicação para nossos colaboradores”, afirmou.

Tecnologia permitirá monitoramento de máquinas e equipamentos

A solução combina três tecnologias de comunicação. Além do 4G, serão utilizadas as redes NB-IoT e LTE-M, desenvolvidas para atender diferentes necessidades de transmissão de dados em equipamentos conectados.

A NB-IoT será destinada principalmente a sensores fixos, como os utilizados em sistemas de irrigação, equipamentos industriais e monitoramento ambiental. Já a LTE-M permitirá a transmissão de informações de dispositivos móveis, incluindo tratores, colhedoras e veículos de apoio, por meio de sistemas de telemetria.

Essas aplicações possibilitam acompanhar o funcionamento dos equipamentos e obter informações sobre as operações em tempo real. A infraestrutura também poderá dar suporte à adoção de ferramentas de inteligência artificial e à integração de dados entre as áreas agrícola e industrial.

Para Adriano Pereira, diretor de IoT, Inovação e Big Data B2B da Vivo, a disponibilidade de redes móveis em regiões agrícolas é necessária para ampliar o uso dessas tecnologias.

“Ao integrar redes como 4G, NB-IoT e LTE-M, estruturamos uma base que suporta desde sensores até máquinas conectadas, com impacto direto na eficiência e na gestão das operações”, afirmou.

A cobertura prevista alcançará áreas próximas às unidades da CerradinhoBio, onde, segundo a companhia, não existem bairros residenciais nas imediações das plantas industriais, mas há numerosas propriedades rurais que poderão passar a contar com conexão móvel.

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