Copersucar amplia lucro e avança em biometano e navegação
Companhia registra terceiro melhor resultado da história e amplia atuação em combustíveis renováveis
Mesmo diante de uma safra marcada pela menor produtividade agrícola no Brasil e pela volatilidade do mercado internacional, a Copersucar encerrou a safra 2025/26 com crescimento da receita, do lucro líquido e da participação de mercado. O desempenho foi impulsionado pela expansão das operações de açúcar, etanol e energia renovável, além do avanço de projetos voltados à descarbonização da logística e do transporte marítimo.
A companhia registrou receita de R$ 65,8 bilhões, alta de 5,5% sobre a safra anterior. O lucro líquido consolidado alcançou R$ 631 milhões, avanço de 56,9%, configurando o terceiro melhor resultado de sua história. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 35%. Além do avanço da rentabilidade, a empresa encerrou a safra com caixa líquido de R$ 607 milhões, revertendo um endividamento líquido de R$ 301 milhões registrado no ciclo anterior, resultado atribuído à geração de caixa e à disciplina na alocação de capital.
As usinas associadas processaram 108 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, crescimento de 0,9% em relação ao ciclo anterior, desempenho superior ao observado na média da região Centro-Sul. Com isso, a empresa ampliou sua participação sobre a moagem regional pelo oitavo ano consecutivo.
Açúcar, etanol e energia impulsionam a safra
Na comercialização, a empresa atingiu um recorde de 17 milhões de toneladas de açúcar, volume suficiente para abastecer aproximadamente 500 milhões de pessoas em todo o mundo. Entre as investidas, a Alvean também alcançou um marco histórico ao superar, pela primeira vez, 15 milhões de toneladas de açúcar comercializadas no mercado internacional.
No etanol, foram comercializados 21 bilhões de litros no Brasil e nos Estados Unidos, volume que evitou a emissão de cerca de 30 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. As usinas associadas também produziram 6,5 mil GWh de energia elétrica renovável a partir da biomassa da cana, volume equivalente ao consumo anual da cidade de Roterdã, na Holanda.
A companhia também negociou 6 milhões de Créditos de Descarbonização (CBIOs) por meio do RenovaBio, operação associada à mitigação de aproximadamente 6 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.
Entre as empresas investidas, a Evolua Etanol registrou o melhor resultado de sua história e passou a ser integralmente controlada pela Copersucar após a aquisição da participação da Vibra. A Eco-Energy ampliou as operações de gás natural e de comercialização de etanol nos Estados Unidos, enquanto Newcom, Logum e Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) também apresentaram expansão de suas atividades ao longo da safra.
Biometano e transporte marítimo abrem novos mercados
Na estratégia de novos mercados, a companhia consolidou a BioRota como a maior operação brasileira de transporte rodoviário movido a biometano. Atualmente, a iniciativa responde por 14% do açúcar transportado por caminhões até o Terminal Açucareiro Copersucar, no Porto de Santos. Desde o início da operação, em abril de 2024, foram realizadas mais de 13 mil viagens, com mais de 600 mil toneladas de açúcar transportadas e redução estimada de 8 mil toneladas de CO₂ por meio da substituição do diesel pelo biometano.
Outra frente de expansão está na utilização do etanol como combustível para a navegação marítima. Segundo a companhia, o biocombustível reúne vantagens em disponibilidade, custo e intensidade de carbono, podendo ser utilizado em motores adaptados ao metanol, o que reduz barreiras para sua adoção em larga escala. Paralelamente, a BioRota já é apresentada como uma solução pronta para adoção por empresas de diferentes setores, ampliando o potencial de expansão da logística baseada em biometano.
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