Raízen rebate mitos sobre incêndios em canaviais durante a seca
Empresa esclarece causas do fogo e reforça que queima não integra colheita
Com o avanço do período de estiagem e o aumento do risco de incêndios no campo, a Raízen passou a reforçar informações sobre as causas e os impactos do fogo nos canaviais. A iniciativa busca evitar a disseminação de mitos, entre eles o de que a queima ainda seria necessária para a colheita da cana-de-açúcar.
A companhia afirma que eliminou a queima da palha em suas operações no Estado de São Paulo e nas demais regiões onde atua e adota a colheita mecanizada. Segundo a empresa, incêndios representam perdas para a produção, além de riscos às comunidades, ao meio ambiente e à infraestrutura das regiões atingidas.
“Mais do que preservar a produção agrícola, combater os incêndios é uma prioridade socioambiental, que envolve a segurança das comunidades vizinhas, a conservação da fauna e da flora e a qualidade do ar, e também do solo e da água”, afirma Hamilton Jordão, gerente de Operações Agrícolas da Raízen.
Entre os pontos destacados pela empresa está o papel da palha deixada sobre o solo após a colheita mecanizada. O material contribui para conservar a umidade e proteger o solo, mas se torna mais suscetível à propagação do fogo em períodos de seca rigorosa.
A Raízen aponta quedas de balões, descarte de bitucas de cigarro às margens de rodovias, queima de lixo e fogueiras entre as possíveis origens de incêndios. A baixa umidade, os ventos e as altas temperaturas aumentam o risco de que pequenos focos se espalhem rapidamente.
Fogo compromete qualidade da cana
Outro ponto que a empresa procura desmistificar é a ideia de que o incêndio não causa prejuízo porque a cana queimada ainda pode ser processada. Segundo a Raízen, o fogo antecipa a deterioração da matéria-prima e pode comprometer seu aproveitamento industrial.
A companhia planeja a colheita para que a cana seja processada no período de maior concentração de sacarose e produtividade. Quando um incêndio atinge a lavoura antes do momento previsto, esse planejamento é interrompido e a matéria-prima precisa ser encaminhada rapidamente para processamento.
De acordo com a empresa, após três dias da queima, a cana perde quase toda a sua qualidade industrial. Em incêndios de grandes proporções, o volume atingido também pode superar a capacidade de processamento da indústria.
Os efeitos não ficam restritos à lavoura. A fumaça pode prejudicar a visibilidade em rodovias e aeroportos, aumentar o risco de acidentes e atingir redes elétricas e outras estruturas. O fogo também provoca impactos sobre o solo, a fauna, a flora e a qualidade do ar.
Estrutura reúne mais de 600 brigadistas
Para a safra deste ano, a Raízen mantém mais de 600 brigadistas dedicados e uma frota de 240 veículos para combate a incêndios, formada por 206 caminhões-pipa e 34 Veículos de Intervenção Rápida. Outros 1.300 colaboradores foram treinados para dar suporte às operações.
As áreas agrícolas são monitoradas 24 horas por dia por satélites e torres de vigilância equipadas com câmeras de alta definição e recursos de inteligência artificial. As equipes também atuam em parceria com o Corpo de Bombeiros e usinas vizinhas por meio de Planos de Auxílio Mútuo.
A empresa mantém a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33 para o reporte de ocorrências em canaviais por colaboradores, fornecedores e comunidades. O Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 193. Com a permanência das condições mais secas nos próximos meses, a companhia reforça que evitar fontes de ignição próximas aos canaviais e comunicar rapidamente os primeiros focos são medidas fundamentais para impedir que o fogo avance sobre as áreas agrícolas.
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