Biocombustíveis crescem 18,1% no primeiro semestre de 2026
Agroindústria recua 0,3%, com perda de ritmo entre o primeiro e o segundo trimestre
A produção de biocombustíveis cresceu 18,1% no primeiro semestre de 2026, na comparação com igual período do ano passado, em contraste com a retração registrada pela agroindústria brasileira. O setor foi um dos destaques positivos entre os Produtos Não Alimentícios acompanhados pelo FGV Agro.
No conjunto, a produção agroindustrial acumulou queda de 0,3% nos primeiros seis meses do ano. Os dados fazem parte do Índice de Produção Agroindustrial, o PIMAgro, elaborado pelo FGV Agro com base na Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.
Em junho, a agroindústria registrou retração de 0,9% ante o mesmo mês de 2025. O desempenho consolidou uma mudança de ritmo observada ao longo do semestre, acompanhando a desaceleração da economia brasileira, segundo o FGV Agro.
Atividade perde ritmo no segundo trimestre
A produção agroindustrial havia acumulado crescimento de 0,3% no primeiro trimestre, mas passou para uma retração de 0,8% nos três meses seguintes.
A principal mudança ocorreu em Produtos Alimentícios e Bebidas. Depois de avançar 2,7% no primeiro trimestre, o segmento recuou 0,5% no segundo. Mesmo com a perda de ritmo, encerrou o primeiro semestre com crescimento acumulado de 1,1%.
Já os Produtos Não Alimentícios registraram queda de 2% no semestre. Dentro desse grupo, porém, os biocombustíveis avançaram 18,1%, o melhor resultado entre os segmentos destacados pelo levantamento. A produção de fumo também ficou no campo positivo, com alta de 1,6%. O FGV Agro avalia que ainda há espaço para recuperação da agroindústria na segunda metade de 2026 e aponta que os próximos resultados deverão mostrar como os diferentes segmentos responderão às condições econômicas e externas.
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